sábado, 20 de julho de 2013
terça-feira, 22 de maio de 2012
Be Atriz
para Beatriz Sobral Vianna
Be Atriz
Beatriz é Azul
Como
azul é o Amor
Como
Azul é Deus
Um
pincel rascunhou tua dança
Uma composição
Traçou tua herança
Trago para ti, um arco-íres para as longas tardes
O Chamaremos de ponte da felicidade
O Chamaremos de ponte da felicidade
E cortaremos o céu cinzento sem fim
da nossa ingenua identidade
da nossa ingenua identidade
Somos um
verso-multiverso
Indecifrável e rítmico
inquieto
inquieto
Uma nota mental em neon:
você nunca estará só!
somos sóis...
Dançamos na rua, na chuva, com a lua
você nunca estará só!
somos sóis...
Dançamos na rua, na chuva, com a lua
percorremos descalças, quilômetros dentro de nós
Canta
até dormir
A
ultima canção do dia
pra dor sorrir?
És luz acesa...
És verdadeira chama
És amor que não cansa
generosa alma de atriz,
num corpo de criança
És luz acesa...
És verdadeira chama
És amor que não cansa
generosa alma de atriz,
num corpo de criança

terça-feira, 10 de agosto de 2010
au revoir ou Blues para viagem

Faça-me o favor, querida...
Suma do mapa
suicide-se
suicide-se
na próxima esquina
pule de uma vez
na tua piscina
enquanto ela esvazia
enquanto ela esvazia
suas idéias são tão toscas
tua ausência
bem-vinda
evite já na entrada
a unânime despedida
você não mais me engana
chega de desculpas
chega de desculpas
esfarrapadas
com o cheiro de tequila
com o cheiro de tequila
não me comove o pranto
de quem cospe
no seu prato de comida
vá!!! (gritos e sussurros e gemidos)
suma de uma vez
com esta decadência desmedida
vá!
tua presença incomoda,
tua falta alivia
vá...
o teu lindo corpo
não compra mais
nem aquela mal servida
Vai?
passe umas férias prolongadas
lá pra tal da conchichina
aaaai querida!!!
você escolheu muito mal
sua ultima inimiga
Narjara Oliveira
sexta-feira, 23 de julho de 2010
4 "P" (pseudo poeta, porre e sem um puto)

o poeta
frio
não sente
o poeta vazio constrói retas
procura frestas no barraco alheio
nunca fica de joelhos
o poeta fracassado
não comete pecado
não ri de uma simples piada
o poeta de hoje em dia
finge agonia
não sabe de anarquia
e nunca cometeu terrorismo poético.
o poeta deste tempo
não fica rouco
fala muito e sabe pouco
do amor louco de Hankin Bey
o poeta de hoje
é o hippie de ontem
impregnando na mesa
o copo-ouvido-corpo de alguém
usa outrem
e não come ninguém.
Nota: o texto acomoda tb psd atrizes, diretoras, cantoras e escritoras com prêmio à mão e auto-estima no chão. Um saco essa gente que diz saber tudo e não faz nada! arg. rs
frio
não sente
o poeta vazio constrói retas
procura frestas no barraco alheio
nunca fica de joelhos
o poeta fracassado
não comete pecado
não ri de uma simples piada
o poeta de hoje em dia
finge agonia
não sabe de anarquia
e nunca cometeu terrorismo poético.
o poeta deste tempo
não fica rouco
fala muito e sabe pouco
do amor louco de Hankin Bey
o poeta de hoje
é o hippie de ontem
impregnando na mesa
o copo-ouvido-corpo de alguém
usa outrem
e não come ninguém.
Nota: o texto acomoda tb psd atrizes, diretoras, cantoras e escritoras com prêmio à mão e auto-estima no chão. Um saco essa gente que diz saber tudo e não faz nada! arg. rs
sexta-feira, 30 de abril de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
Poesia vertical 55

Picasso - o beijo
Um amor mais além do amor
Por cima do rito do vínculo
Mais além do jogo sinistro
Da solidão e da companhia
Um amor que não necessite regresso
Porém tampouco partida
Um amor que não se sujeita
aos flashes de ir e vir
De estar acordados ou adormecidos
De chamar ou calar
Um amor para estar juntos
Ou para não está-lo
mas também
para todas as posições intermediárias
um amor como abrir os olhos
e talvez como fecha-los.
Roberto Juarroz >>>>>>> Tradução: Narjara Oliveira
terça-feira, 2 de março de 2010
Ciclos

foto francesca woodman
vícios semeados
na fecunda terra
solo-coração
selva que não quero
seiva que nasce mãe
rompendo o clarim
na fronteira
mundo & olhos
a candura uivou rubra
em tua nuca descorada
amordaçaram os gritos
ocultaram os gestos
camuflaram os gemidos
o pássaro negro
ensaia o canto feral
o aceno é óbvio
e a palavra, súbita.
vive & fenece
nas línguas impulsivas
das manhãs dissolutas.
Narjara Oliveira
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Pornografia
Na Pérsia eu vi que a poesia é feita para ser musicada e cantada
– por uma razão simples – porque funciona.Uma combinação perfeita de imagem e melodia coloca o público num hal (algo entre um estado de espírito emocional/estético e um transe de supraconsciência), explosões de choro, impulsos de dança – uma mensurável resposta física à arte. Para nós, a ligação entre poesia e corpo morreu junto com a época dos bardos – lemos sob influência de um gás anestesiante cartesiano.
No norte da Índia, mesmo a recitação não-musical provoca barulho e movimento, todo bom verso é aplaudido, ”Wa! Wa!” com elegantes movimentos de mãos, e rúpias são lançadas – enquanto nós ouvimos poesia como um daqueles cérebros de ficção científica em um vidro – na melhor das hipóteses, um sorriso amarelo ou uma careta, vestígios dos rituais símios – o resto do corpo longe, em algum outro planeta.
No Oriente, às vezes os poetas são presos – uma espécie de elogio, já que sugere que o autor fez algo tão real quanto um roubo, um estupro ou uma revolução. Aqui, os poetas podem publicar qualquer coisa que quiserem – o que em si mesmo é uma espécie de punição, uma prisão em paredes, sem eco, sem existência palpável – reino de sombras do mundo impresso, ou do pensamento abstrato – um mundo sem risco ou eros.
A poesia está morta novamente – e mesmo que a múmia do seu cadáver possua ainda algumas de suas propriedades medicinais, a auto-ressureição não é uma delas. Se os legisladores se recusam a considerar poemas como crimes, então alguém precisa cometer os crimes que funcionem como poesia, ou textos que possuam a ressonância do terrorismo. Reconectar a poesia ao corpo a qualquer preço. Não crimes contra o corpo, mas contra Idéias (e Idéias-dentro-das-coisas) que sejam letais e asfixiantes. Não libertinagem estúpida, mas crimes exemplares, estéticos, crimes por amor. Na Inglaterra, alguns livros pornográficos ainda estão banidos. A pornografia produz um efeito físico mensurável em seus leitores. Como propaganda, ela às vezes muda vidas por revelar desejos secretos.
Nossa cultura gera a maior parte de sua pornografia motivada pelo ódio ao corpo –mas, como em certas obras orientais, a arte erótica em si mesma cria um veículo elevado para o aprimoramento do ser/consciência/glória. Um espécie de pornô tântrico ocidental poderia ajudar a galvanizar os cadáveres, fazê-los brilhar com uma pitada de glamour do crime.
Os Estados Unidos oferecem liberdade de expressão porque todas as palavras são consideradas igualmente insípidas. Apenas as imagens contam – os censores amam cenas de morte e mutilação, mas horrorizam-se diante de uma criança se masturbando – para eles, aparentemente, isso é uma invasão de seu fundamento existencial, sua identificação com o Império e seus gestos mais sutis.Sem dúvida, nem mesmo o pornô mais poético faria o cadáver sem rosto reviver,dançar e cantar (como o pássaro do Caos chinês) – mas... imagine o roteiro de um filme de três minutos ambientados numa ilha mítica povoada por crianças fugitivas que moram nas ruínas de antigos castelos ou em cabanas-totens e ninhos construídos com detritos – uma mistura de animação, efeitos especiais, computação gráfica e vídeo – editado de forma compacta, como um comercial de fast-food...... mas insólito e nu, penas e ossos, tendas abotoadas com cristais, cachorros negros, sangue de pombos – vislumbres de membros cor de ˆambar enrolados em lençóis – rostos, cobertos por máscaras cheias de estrelas, beijando dobras macias de pele – piratas andróginos, faces abandonadas de colombinas dormindo em altas flores brancas – piadas sujas de se mijar de tanto rir, lagartos de estimação lambendo leite derramado – pessoas nuas dançando break – banheiras vitorianas com patos de borracha e pintos cor-de-rosa – Alice viajando no pó...... punk reggae atonal para gamelão, sintetizadores, saxofones e baterias – boogies elétricos cantados por um etéreo coro de crianças – antológicas canções anarquistas, um misto de Hafez & Pancho Villa, Li Po & Bakunin, Kabir & Tzara – chame-o de ”CHAOS – The Rock Video!”Não... provavelmente é só um sonho. Muito caro para produzir e, além disso, quem o assistiria? Não as crianças a quem ele gostaria de seduzir. A TV pirata é uma fantasia fútil; o rock, outra mera mercadoria – esqueça o malandro gesamtkunstwerk, então. Inunde um playground com obscenos folhetos inflamatórios – propaganda pornô, excêntricos manuscritos clandestinos para libertar o Desejo dos seus grilhões.
Hakin Bey
No norte da Índia, mesmo a recitação não-musical provoca barulho e movimento, todo bom verso é aplaudido, ”Wa! Wa!” com elegantes movimentos de mãos, e rúpias são lançadas – enquanto nós ouvimos poesia como um daqueles cérebros de ficção científica em um vidro – na melhor das hipóteses, um sorriso amarelo ou uma careta, vestígios dos rituais símios – o resto do corpo longe, em algum outro planeta.
No Oriente, às vezes os poetas são presos – uma espécie de elogio, já que sugere que o autor fez algo tão real quanto um roubo, um estupro ou uma revolução. Aqui, os poetas podem publicar qualquer coisa que quiserem – o que em si mesmo é uma espécie de punição, uma prisão em paredes, sem eco, sem existência palpável – reino de sombras do mundo impresso, ou do pensamento abstrato – um mundo sem risco ou eros.
A poesia está morta novamente – e mesmo que a múmia do seu cadáver possua ainda algumas de suas propriedades medicinais, a auto-ressureição não é uma delas. Se os legisladores se recusam a considerar poemas como crimes, então alguém precisa cometer os crimes que funcionem como poesia, ou textos que possuam a ressonância do terrorismo. Reconectar a poesia ao corpo a qualquer preço. Não crimes contra o corpo, mas contra Idéias (e Idéias-dentro-das-coisas) que sejam letais e asfixiantes. Não libertinagem estúpida, mas crimes exemplares, estéticos, crimes por amor. Na Inglaterra, alguns livros pornográficos ainda estão banidos. A pornografia produz um efeito físico mensurável em seus leitores. Como propaganda, ela às vezes muda vidas por revelar desejos secretos.
Nossa cultura gera a maior parte de sua pornografia motivada pelo ódio ao corpo –mas, como em certas obras orientais, a arte erótica em si mesma cria um veículo elevado para o aprimoramento do ser/consciência/glória. Um espécie de pornô tântrico ocidental poderia ajudar a galvanizar os cadáveres, fazê-los brilhar com uma pitada de glamour do crime.
Os Estados Unidos oferecem liberdade de expressão porque todas as palavras são consideradas igualmente insípidas. Apenas as imagens contam – os censores amam cenas de morte e mutilação, mas horrorizam-se diante de uma criança se masturbando – para eles, aparentemente, isso é uma invasão de seu fundamento existencial, sua identificação com o Império e seus gestos mais sutis.Sem dúvida, nem mesmo o pornô mais poético faria o cadáver sem rosto reviver,dançar e cantar (como o pássaro do Caos chinês) – mas... imagine o roteiro de um filme de três minutos ambientados numa ilha mítica povoada por crianças fugitivas que moram nas ruínas de antigos castelos ou em cabanas-totens e ninhos construídos com detritos – uma mistura de animação, efeitos especiais, computação gráfica e vídeo – editado de forma compacta, como um comercial de fast-food...... mas insólito e nu, penas e ossos, tendas abotoadas com cristais, cachorros negros, sangue de pombos – vislumbres de membros cor de ˆambar enrolados em lençóis – rostos, cobertos por máscaras cheias de estrelas, beijando dobras macias de pele – piratas andróginos, faces abandonadas de colombinas dormindo em altas flores brancas – piadas sujas de se mijar de tanto rir, lagartos de estimação lambendo leite derramado – pessoas nuas dançando break – banheiras vitorianas com patos de borracha e pintos cor-de-rosa – Alice viajando no pó...... punk reggae atonal para gamelão, sintetizadores, saxofones e baterias – boogies elétricos cantados por um etéreo coro de crianças – antológicas canções anarquistas, um misto de Hafez & Pancho Villa, Li Po & Bakunin, Kabir & Tzara – chame-o de ”CHAOS – The Rock Video!”Não... provavelmente é só um sonho. Muito caro para produzir e, além disso, quem o assistiria? Não as crianças a quem ele gostaria de seduzir. A TV pirata é uma fantasia fútil; o rock, outra mera mercadoria – esqueça o malandro gesamtkunstwerk, então. Inunde um playground com obscenos folhetos inflamatórios – propaganda pornô, excêntricos manuscritos clandestinos para libertar o Desejo dos seus grilhões.
Hakin Bey
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Lua revisitada

Não sou paciente, perfeccionista, nem a melhor mulher, irmã, filha ou amiga do mundo.
Sou daqui.
Não me cabem todas as qualidades que por este mundo, são virtudes que (estranhamente) encontramos nas pessoas com freqüência.
Tenho a síndrome da noiva indecisa, cometo autoflagelo e às vezes dou uma de moralista.
Sou daqui.
Não me cabem todas as qualidades que por este mundo, são virtudes que (estranhamente) encontramos nas pessoas com freqüência.
Tenho a síndrome da noiva indecisa, cometo autoflagelo e às vezes dou uma de moralista.
Rará... Eu? Moralista?!
“Não me tragam estéticas!Não me falem em moral!Tirem-me daqui a metafisica!Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistasDas ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) Das ciências, das artes, da civilização moderna!Que mal fiz eu aos deuses todos?Se têm a verdade, guardem-na!Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.Com todo o direito a sê-lo, ouviram?Não me macem, por amor de Deus!Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.Assim, como sou, tenham paciência!Vão para o diabo sem mim,Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!Para que havemos de ir juntos?” Adoro o Pessoa nisso.
E sei que iguais a mim, nessas características, nascem e se colhem aos cachos.
Mas, não é isso que me consola, não estou em busca de pessoas piores que eu para que eu me sinta menos vil.
Sinto-me em paz quando erro e consigo ver através do meu erro que minha ação inversa me deixaria verdadeiramente mais feliz: A mim, ao outro, a qualquer um a quem um dia fui injusta, indisplicente, impontual, porém, nunca desumana.
Erro, erro, erro sem previsão de números.
E quase sempre me arrependo (o quase é em virtude dos erros em que ainda aceitei como tal. Acontece... Ainda sou humana).
Não sou santa, nunca fui santa, mas confesso que sou invadida por uma imensa alegria quando me permito a atos divinos. A minha mãe sempre diz: Quem é sábio aprende com o erro dos outros.
E então, penso: eu não estaria sendo espertinha me aproveitando dos erros dos outros? Estaria eu alimentando meu egoísmo ao viver minha vida sem erros, apenas acertos?
Ou pior, expandindo em mim o território vaidade?
Deus! Quanta vileza na tentativa de não errar! Alcançar a sapiência não é tão fácil o quanto as mães gostariam que fosse. Exige muita observação e poucas palavras. É tão difícil calar. Principalmente quando se tem a euforia da juventude, cheia de verdades absolutas, imutáveis e idiotas. Arrg! Eu odeio isso em mim e nos outros. Principalmente quando os outros já não são tão jovens... Rs.
Eu me esmero para mudar, acreditem, e se não mudo nem por isso deixo que me peguem no braço, eu também não gosto que me peguem no braço.
Não tenho a ganância espiritual, não me recuso a jogar com as idéias, não posso escolher a mágica contemplação e negligenciar minha humanidade, não evito a distração por uma angústia tola, não hesito, nem desperdiço minhas oportunidades de ser divina.
Aprendi com o tempo, aprendi com os que me odeiam e com os bem-aventurados que se permitem me conhecer, aprendi a ser eu e a reconhecer minhas qualidades e não ter medo de expor meus defeitos, aprendi com um dos poetas que mais me toca (e neste caso, duplamente. rs.) com uma de suas frases célebres & ácidas, Pedro Vianna(http://palavraprecipicio.blogspot.com/):
“Não me tragam estéticas!Não me falem em moral!Tirem-me daqui a metafisica!Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistasDas ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) Das ciências, das artes, da civilização moderna!Que mal fiz eu aos deuses todos?Se têm a verdade, guardem-na!Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.Com todo o direito a sê-lo, ouviram?Não me macem, por amor de Deus!Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.Assim, como sou, tenham paciência!Vão para o diabo sem mim,Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!Para que havemos de ir juntos?” Adoro o Pessoa nisso.
E sei que iguais a mim, nessas características, nascem e se colhem aos cachos.
Mas, não é isso que me consola, não estou em busca de pessoas piores que eu para que eu me sinta menos vil.
Sinto-me em paz quando erro e consigo ver através do meu erro que minha ação inversa me deixaria verdadeiramente mais feliz: A mim, ao outro, a qualquer um a quem um dia fui injusta, indisplicente, impontual, porém, nunca desumana.
Erro, erro, erro sem previsão de números.
E quase sempre me arrependo (o quase é em virtude dos erros em que ainda aceitei como tal. Acontece... Ainda sou humana).
Não sou santa, nunca fui santa, mas confesso que sou invadida por uma imensa alegria quando me permito a atos divinos. A minha mãe sempre diz: Quem é sábio aprende com o erro dos outros.
E então, penso: eu não estaria sendo espertinha me aproveitando dos erros dos outros? Estaria eu alimentando meu egoísmo ao viver minha vida sem erros, apenas acertos?
Ou pior, expandindo em mim o território vaidade?
Deus! Quanta vileza na tentativa de não errar! Alcançar a sapiência não é tão fácil o quanto as mães gostariam que fosse. Exige muita observação e poucas palavras. É tão difícil calar. Principalmente quando se tem a euforia da juventude, cheia de verdades absolutas, imutáveis e idiotas. Arrg! Eu odeio isso em mim e nos outros. Principalmente quando os outros já não são tão jovens... Rs.
Eu me esmero para mudar, acreditem, e se não mudo nem por isso deixo que me peguem no braço, eu também não gosto que me peguem no braço.
Não tenho a ganância espiritual, não me recuso a jogar com as idéias, não posso escolher a mágica contemplação e negligenciar minha humanidade, não evito a distração por uma angústia tola, não hesito, nem desperdiço minhas oportunidades de ser divina.
Aprendi com o tempo, aprendi com os que me odeiam e com os bem-aventurados que se permitem me conhecer, aprendi a ser eu e a reconhecer minhas qualidades e não ter medo de expor meus defeitos, aprendi com um dos poetas que mais me toca (e neste caso, duplamente. rs.) com uma de suas frases célebres & ácidas, Pedro Vianna(http://palavraprecipicio.blogspot.com/):
" Vão lhe dizer milhões de coisas ao meu respeito, mas me pergunte antes, pode ser verdade!"
Narjara Olivié
terça-feira, 9 de junho de 2009
A minha dor...

A minha Dor é um convento ideal
Cheio de claustros, sombras, arcarias,
Aonde a pedra em convulsões sombrias
Tem linhas dum requinte escultural.
Os sinos têm dobres de agonias
Ao gemer, comovidos, o seu mal…
E todos têm sons de funeral
Ao bater horas, no correr dos dias…
A minha dor é um convento.
Há lírios dum roxo macerado de martírios,
Tão belos como nunca os viu alguém!
Nesse triste convento aonde eu moro,
Noites e dias rezo e grito e choro,
E ninguém ouve… ninguém vê… ninguém…
quarta-feira, 13 de maio de 2009
poética tempo
Imagens,trilha e texto: Narjara Olivier.
.
.
.
“A poética tempo”, representa em seus rostos ora desfigurados, ora simétricos, em sua sonoridade abstrata e na poesia a possibilidade de estabelecer um novo conjunto de apegos estéticos e conceituais através de cada tempo musical, de cada imagem e signo. Releitura de um poema que fiz em 2007 chamado “Cafeína imaginária” na “A poética tempo” as cores interagem como um elemento metalingüístico onde o estimulo é mais do que o repasse de informações por signos descritivos, animados ou auditivos o apelo é criar uma percepção estética total que importe da vídeo-poesia mais do que uma simples informação panorâmica da poética coletiva, mas extrair dos olhares a verdadeira astúcia emocional que o ibridismo desta poesia visual quer simular através do conceito particular de cada indivíduo.
.
.
.
Assinar:
Postagens (Atom)
.jpg)







